
Fiéis do mundo inteiro viveram os dias mais marcantes da fé cristã, relembrando e vivenciando a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o Domingo de Ramos, a Paróquia São Marcos, na igreja matriz e em suas capelas, recebeu a comunidade para as celebrações da Semana Santa conduzidas pelo pároco Pe. Francisco de Assis dos Anjos e pelos padres Paulino e Leandro Pereira.
Assim como Cristo foi recebido com ramos e homenagens ao entrar em Jerusalém, a comunidade abriu o coração para acolher a intensidade dos dias que se seguiram, marcados por profunda espiritualidade e participação.

Na Quinta-feira Santa, durante a Missa da Ceia do Senhor e o rito do Lava-pés na Matriz, 12 participantes do TLC (Treinamento de Liderança Cristã), cuja primeira edição foi realizada em março na paróquia, foram escolhidos para representar os doze discípulos. Eles tiveram seus pés lavados, simbolizando o gesto de humildade de Cristo antes de instituir a Eucaristia, ao partilhar o pão e o vinho, gesto renovado a cada missa.
Em um momento solene e carregado de significado, a liturgia recordou a entrega de Jesus, seus últimos ensinamentos e o início de sua Paixão. Após a celebração, os fiéis acompanharam o translado do Santíssimo Sacramento até o altar de reposição, em procissão solene. O rito rememora a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras e sua prisão, dando início à adoração noturna e da manhã de sexta-feira. Padres, diáconos, irmãs, grupos e pastorais se revezaram durante a Hora Santa, em vigília, simbolizando a permanência junto a Cristo em seu sofrimento.

Nas procissões da Sexta-feira Santa, a comunidade foi convidada a recordar o caminho percorrido por Cristo na Via Sacra e, em seguida, contemplar sua Paixão, quando é crucificado e entrega seu espírito ao Pai. É impossível não se emocionar com este momento de contemplação e luto pela morte do Senhor. No rito solene do desvelamento da Santa Cruz, o Cristo ferido foi apresentado à assembleia, revelando as Santas Chagas e recordando seu sofrimento por amor à humanidade. Um a um, em silêncio e reverência, os fiéis se aproximaram para venerar o Cristo crucificado.
Ao final da celebração, com a pausa providencial da chuva, os fiéis foram convidados ao pátio lateral da igreja Matriz para acompanhar a encenação das XIII e XIV estações, apresentada pelo grupo de jovens da paróquia. Igualmente, na Capela Beato Giácomo Cusmano, houve a representação do momento em que Jesus é descido da cruz e entregue à Sua Mãe Maria e de quando o corpo de Cristo é colocado no sepulcro.
No Sábado Santo, a Vigília Pascal teve início com a bênção do fogo novo e o acendimento do Círio Pascal, sinal da vitória da luz sobre as trevas. A partir dessa chama, os fiéis acenderam suas velas e renovaram as promessas batismais.
Na igreja matriz e nas capelas Beato Giácomo Cusmano e Nossa Senhora da Perseverança, foram realizados, ao todo, 13 batismos de adultos e crianças, acolhendo novos membros na comunidade cristã. Com o anúncio do Aleluia e o acendimento das luzes, foi proclamada a Ressurreição do Senhor.
Na celebração de domingo, na igreja Matriz, o pároco recordou que a Páscoa não é apenas uma lembrança, mas uma experiência viva para os cristãos.
“Nestes dias, meus irmãos, vivemos o mais grandioso evento desse mundo, e ouso dizer, o maior evento também do outro, pois no céu nós vamos viver uma plena ressurreição. Celebremos a Páscoa hoje, celebremos também a Páscoa dominical, onde Cristo se faz vivo através da Eucaristia. Anualmente a nossa Mãe Igreja nos dá a oportunidade de celebrar com mais serenidade o mistério pascal de Cristo, fazendo memorial, não apenas lembrando, mas vivendo a experiência da Páscoa”.
“O Senhor ressuscitou e está vivo e presente no meio de nós. Essa notícia precisa ser levada a todos os cantos, com palavras ou sem palavras, pela alegria e pelo testemunho do cristão, no serviço, na caridade e no amor ao próximo”, reiterou o padre Francisco.
Na sequência, convidou os fiéis a viverem esse tempo como um verdadeiro recomeço espiritual, à luz da exortação do apóstolo Paulo aos colossenses (Cl 3, 1-4):
“Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus”.
Também na carta aos Filipenses (Fl 3, 12-14), São Paulo apresenta a graça da ressurreição como horizonte da caminhada cristã. Não é o homem que primeiro busca a Deus, mas é Cristo quem o alcança pela graça e o chama a segui-Lo.
“Aquele que foi alcançado por Cristo percorre uma vida inteira em direção a Ele, sem desanimar, deixando de lado as coisas da terra para buscar as coisas eternas”.
Ao aprofundar a reflexão, destacou que a Ressurreição não elimina as dificuldades, mas transforma a forma de enfrentá-las.
“A vida vence a morte, e todo aquele que passa pela experiência da Páscoa é chamado a uma vida nova. Isso não significa que os problemas ou as lutas irão cessar, mas que teremos a luz do Cristo ressuscitado para enfrentar tudo o que se apresenta”.
Cristo venceu a morte e nos abriu o caminho para a vida nova. Que esta certeza renove a fé e fortaleça a esperança.
Mesmo diante das dificuldades, a última palavra é sempre a vida. É sempre o amor de Deus. Que cada fiel leve para sua família e para todos ao seu redor a alegria do Cristo vivo, sendo sinal concreto de esperança no mundo.
Feliz e Santa Páscoa. Cristo ressuscitou. Aleluia. Aleluia.

























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